Os Filmes, (assim como diversas formas de expressão artística), não são somente uma diversão ou passatempo para o telespectador mas são terapêuticos e muito utilizados na Arteterapia, a qual me especializei.Através deles e dependendo do assunto o terapeuta indica ou o próprio cliente comenta 'aleatóriamente'. E o valor atribuído e o conteúdo que chama atenção nele é totalmente variável conforme sua dinâmica de vida, seus desejos, e anseios por mais inconscientes que estes se encontrem.
Porém qualquer tipo de filme, (seja drama, ação, comédia, suspense), pode ser utilizado como 'Filme-Terapia' mas precisam ser trabalhados em terapia, para terem este fim terapêutico.
Por mais que seja dito que a "Arte por si só é terapêutica" é preciso ter cuidado pois fala-se de 'um terapêutico' que apenas distraí, promove risos e fugas instântaneas ao invés de elaboradas. Terapia por si só: traduz-se como Relaxantes. Pois para serem Arteterapêuticos é necessário existir um elo entre a arte e a dinâmica de vida do espectador!
Ao existirem projeções, questionamentos em determinadas questões, identificações, empatia por persoangens, repulsa por outros, torcidas por finais projetados, etc... São ferramentas que oferecem oportunidades para se desvendar o interior represado de forma única e específica de cada indivíduo.
Citarei alguns filmes, aos poucos, que trabalho em sessões, em dinâmicas e diversas outras atividades as quais se enquadram.
*Colcha de retalhos - Delicioso filme. Arteterapia pura! Pena que não se encontra para vender e tampouco para alugar sem ser em VHS. O enredo mostra diversas mulheres contando suas história através da construção de uma colcha de retalhos e a cada costura, revela-se a forma em que seus conflitos foram vividos e como vão se elaborando e sendo sublimados com a representação da colcha.
*Em Busca da Terra do Nunca - Possuí a delicadeza de entrarmos em contato com a nossa criança interna por mais adormecida que esta esteja. Nos faz ir de encontro com nosso Peter Pan e a Fada Sininho no nosso íntimo mais profundo...
*Sob o Sol de Toscana - Cenário bárbaro, relaxante e capaz de suscitar sonhos analisáveis e palpáveis que o inconsciente envia ao visualizá-lo.
Mostra que buscar o nosso herói interno é possível ao olharmos para nós mesmos seja diante das perdas, conflitos, amarras que se apresente em nossa jornada.
*De Encontro com o Amor - Belo cenário semelhante ao de cima... Nos faz refletir a importância que atribuimos as questões da cidade grande e suas problemáticas.
*Um Bom Ano - Novamente pede a reflexão do olhar dado pelo ser humano aos negócios, finanças, família e amor. O protagonista dismistifica seus valores ao revivenciar o que passou em sua infância e o que passa atualmente.
*O Casamento do meu Melhor Amigo - O cliente se encontra com a questão de torcer para "mocinha" ou para a "vilã" da trama.
*As Férias da Minha Vida - O meu destaque fica para o "Livro das Possibilidades" que foi feito pela protagonista Queen Latifah no percorrer de sua vida e que ao saber de sua doença resolve modificar O Possibilidades para Realidade!
* Tês vezes Amor - Ideal para serem analisados diversos pontos na dinâmica afetiva do cliente. Além de ser inquietante a gostosa dúvida que transborda em seu enredo, faz com que o telespectador divida-se relembrando vivências e re-elaborando estas quando semelhantes as suas. Povoca respostas a perguntas não conscientes.
* Divã - Tece diversas reflexões de variados estilos. Mostrando ao espectador que os impasses da vida são necessários para que não apenas se sobreviva e sim viva. Ou se Convive com a dor acomodando-se com lamentações sem curtir a travessia ou procura-se ajuda terapêutica se redescobrindo e remodelando o ser que somos e que pode vir a perder o contorno em várias circunstâncias.
A protagonista busca o desabrochar da sua Fênix interna a qual sussurra as possibilidades infinitas que nascem das dúvidas e temores.
*De Bem com a Vida - Hayley Atwell provoca um 'sacode' nos moradores do asilo (nota-se: não estou em defesa dos subterfúgios por esta usados) e sim por mostrar a força que a união provoca, entrelaçada pelo carinho e o fato de saber aproveitar o que se tem no presente, independente das dores passadas e da incógnita do futuro. Tem o poder de emocionar com Joan O´hara em um de seus diálogos: "Só vemos as coisas dos melhores jeitos quando estamos prestes a deixá-las. É como se víssemos pela primeira vez, tudo fica brilhando" Este renderia muito assunto em qualquer sessão de terapia.
Cris, adorei seu blog, realmente a tarama de mtos filmes são uma boa terapia, ótimos para refletir sobre vária coisas que nos cercam diariamente. depois quero conversar mais com vc sobre essas interessntes formas de terapia!!
ResponderExcluirPrabéns...